Preciso levar meu filho ao nefrologista pediátrico?

Preciso levar meu filho ao nefrologista pediátrico?

Preciso levar meu filho ao nefrologista pediátrico?

O acompanhamento da saúde na infância é muito importante. Qualquer alteração que indique algum problema deve ser informada em consulta com um médico pediatra, para verificar o estado de saúde da criança.

O mesmo vale para qualquer indício de problema renal nas crianças, que devem ser levadas de imediato ao nefrologista pediátrico, para evitar consequências indesejadas.

As doenças nefrológicas mais comuns na infância

Os problemas nefrológicos mais comuns nas crianças são de origem congênita, ou seja, causados por fatores hereditários ou por problemas durante a gestação. É essencial observar se a criança apresenta algum problema em seu sistema renal, devendo consultar um nefrologista pediátrico, nesse caso.

Um problema bastante comum entre as crianças é a insuficiência renal, que gera dificuldade na filtragem do sangue e pode causar consequências mais sérias. Entre os principais sintomas desse problema estão a infecção urinária constante, inchaço, febre, entre outros.

A infecção urinária é, também, outro problema bastante comum entre as crianças, gerando ardência ao urinar, alteração no aspecto na urina e dificuldade para expeli-la, que pode sair em pequena quantidade e com dor.

Esses sintomas podem indicar doenças nefrológicas, que exigem acompanhamento de um nefrologista pediátrico, pois podem evoluir para quadros graves de saúde. O acompanhamento é essencial para evitar a evolução dessas doenças.

Tratamento

Como as doenças nefrológicas têm origens bastante distintas, de acordo com os sintomas e causas, é comum que os tratamentos também sejam variados, demandando acompanhamento de um nefrologista pediátrico para determinar a melhor forma.

Uma vez que as principais causas dos problemas nefrológicos na infância são as congênitas, é comum que o procedimento cirúrgico seja necessário em muitas situações. As melhores maneiras de realizar a cirurgia devem ser identificadas, avaliando-se também as condições de saúde da criança.

Neste contexto, a consulta com um nefrologista pediátrico desde os primeiros meses de vida da criança é essencial, pois ele passará a conhecer melhor a criança, sua fisiologia, possíveis problemas e haverá confiança da família nesse profissional.

O acompanhamento regular do nefrologista pediátrico propicia não apenas a possibilidade de tratamentos efetivos, mas também maior segurança aos pacientes.

Quer saber mais? Estamos à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficaremos muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais sobre a nossa clínica pediátrica em Belo Horizonte.

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Prisão de ventre em bebês: por que acontece e como tratar

Prisão de ventre em bebês: por que acontece e como tratar

Quando um bebê nasce, é comum para os pais a busca pelo conhecimento das características e dos sinais que o filho emite quando precisa de algo. Identificar esses sinais é uma tarefa que exige atenção e sensibilidade. Grande parte dos bebês sofre com cólicas, gases e prisão de ventre no começo de suas vidas. Entender os motivos pelos quais isso acontece é importantíssimo para conseguir controlar e tratar esses desconfortos.

Por que bebês têm prisão de ventre?

Em primeiro lugar, é importante mencionar que um bebê que acabou de nascer ainda não possui seu sistema digestivo totalmente maduro. É ao longo do seu desenvolvimento que o intestino e os demais órgãos atingem total maturidade para digerir os alimentos. Por isso, é possível que uma das causas da prisão de ventre seja, justamente, essa imaturidade do sistema digestivo.

O uso de fórmulas para alimentar os bebês também costuma afetar o funcionamento do intestino e alterar a textura das fezes, fazendo com que seja mais difícil para o bebê evacuar. É extremamente recomendado, sempre que possível, o aleitamento materno. O ideal é que se mantenha o leite materno até os dois anos de idade.

Início da alimentação sólida

Até os seis meses de vida é aconselhado alimentar o bebê apenas com leite materno. A partir disso, já é possível introduzir alimentos sólidos e água para a hidratação do bebê. É, normalmente, nessa época que a prisão de ventre começa a ser mais comum na vida dos pequenos. Há uma infinidade de alimentos que podem provocar desconfortos na criança e eles devem ser evitados. No entanto, é difícil dizer com quais alimentos cada criança terá problemas. O mais importante é observar quando um determinado alimento muda a textura das fezes e causa desconforto. A consulta com o pediatra é sempre a mais indicada para tirar dúvidas a respeito dos alimentos recomendados.

Identificando a prisão de ventre

Os sinais mais comuns de que a criança está sofrendo com a prisão de ventre são:

  • a criança começa a fazer força até ficar vermelha;
  • a barriga fica mais inchada e dura;
  • a criança não consegue comer mais.

É interessante lembrar que esses sinais também podem indicar apenas o acúmulo de gases e cólica intestinal. Essas condições são coisas diferentes, embora muito parecidas.

Ao identificar a prisão de ventre, procure amenizar o desconforto do bebê. Realize massagens na barriga dele, procure fazer compressas leves com alguma superfície aquecida e, sob a indicação de um pediatra, ministre algum remédio próprio para isso. Em situações mais agudas, pode ser necessário desobstruir o ânus do bebê, pois fezes ressecadas podem estar obstruindo o canal de saída. O importante é aliviar as dores do pequeno e mantê-lo confortável até a situação se normalizar.

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6 dicas para amenizar a cólica nos bebês

6 dicas para amenizar a cólica nos bebês

É muito comum que o bebê tenha cólicas e os pais fiquem em pânico, sem saber o que fazer para amenizar a sua dor. Embora muito incômodas, as cólicas não representam nenhuma doença e costumam cessar após o terceiro mês de vida.

Muitas vezes as cólicas têm hora certa para começar e só terminam com o bebê e os pais cansados. Vamos dar aqui algumas dicas que podem ajudar os pais a cuidarem das cólicas.

Por que bebês têm cólicas?

É fácil identificar o choro de um bebê com cólica: o som é forte e contínuo, seu rosto fica logo vermelho, suas pernas se contraem e as mãos ficam fechadas. Em muitos casos até há um horário fixo para que elas aconteçam, em geral no fim da tarde.

A sensação de impotência causa terror aos pais, que não sabem o que fazer nesse momento tão crucial. Mas antes de partir para algo que possa prejudicar a saúde de seu filho, é importante entender o que são e por que as cólicas acontecem.

Ainda não se sabe a causa exata de as cólicas surgirem, mas há indícios de que seja a imaturidade do sistema intestinal e nervoso do bebê, que não controlam adequadamente as contrações intestinais. O fim do período de cólicas ocorre por volta de três meses, que é quando o seu organismo já apresenta maturidade.

Mesmo que a maioria dos bebês apresente cólicas, algumas crianças podem passar pelo período sem elas. O controle ambiental pode ajudar: os bebês reagem aos estímulos que recebem ao seu redor, locais com muita agitação, som alto e pais tensos e angustiados podem ajudar a ampliar as cólicas. Ou seja, quanto mais tranquilo for o local e as pessoas ao redor do bebê, maiores serão as chances de ele não apresentar cólicas.

Dicas para acabar com as cólicas

A Organização Mundial de Saúde recomenda que todas as crianças se alimentem exclusivamente de leite materno em seus primeiros seis meses de vida. O consumo de qualquer líquido, inclusive água e chás, é reprovado, uma vez que diminui a ingestão de leite e também dos seus nutrientes e efeito protetor anti-infeccioso. Mas, no Brasil, pelo menos 20% das famílias vão contra essa recomendação e introduzem na alimentação de seus bebês vários tipos de bebidas e alimentos.

Para ajudar a solucionar as dores de cólicas, listamos 5 dicas que substituem o chá e podem trazer alívio para seu bebê:

1 – Acertar a posição da mamada

Quando o bebê não mama da maneira adequada, ele pode engolir ar e sentir cólicas em seguida. Ele precisa ser posicionado num ângulo um pouco inclinado, manter a boca nas aréolas e arrotar após a amamentação.

2 – Massagens

As massagens feitas na barriga do bebê podem causar ótimos efeitos e facilitar a dissolução de gases e a digestão. Besunte as mãos com um pouco de óleo adequado para bebês e faça massagens leves e circulares na região.

3 – Deite o bebê no antebraço

Muitos bebês se sentem mais aliviados das cólicas quando estão deitados de bruços, sobre o antebraço da mãe ou do pai. A posição fica ainda melhor quando ele recebe massagens circulares em suas costas para aliviar os gases e as tensões.

4 – Compressas

Um ótimo alívio para cólicas é colocar compressas de água morna na sua barriga, através de fraldas umedecidas ou bolsa térmica específica. Como o calor ajuda na vasodilatação, há um relaxamento muscular que ameniza as contrações. É preciso testar a temperatura antes de aplicar, para não queimá-lo.

5 – Banho quente

Preparar um banho mais quentinho para o bebê é muito relaxante, ainda mais se houver uma música suave e a luz não estiver muito intensa.

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Como diagnosticar o autismo precocemente

Como diagnosticar o autismo precocemente

O autismo é uma doença bastante variável. Por mais que ela seja identificada em crianças, como se trata de uma condição de grande espectro, nem sempre é fácil para os pais perceberem que há algo diferente nos filhos quando eles ainda são muito novos. Não é incomum que as pessoas acreditem ser apenas uma questão de personalidade.

Mas o diagnóstico precoce é importantíssimo para a melhora do quadro e para o desenvolvimento comunicacional e social da criança. Os especialistas afirmam que essa melhora é de até 80%, se o tratamento se iniciar até os 3 anos, e 70%, até os 5 anos. Depois, fica cada vez mais complicado.

Quais são os primeiros sinais do autismo?

Os sintomas apresentados pelas crianças autistas são peculiares, então não adianta se espelhar em um ou outro caso conhecido para supor um diagnóstico precoce. O ideal é ter noção dos sintomas mais comuns separadamente, além do momento no qual eles começam a surgir.

Nos bebês, os sinais são sutis e nem sempre querem dizer alguma coisa, mas é bom ficar atento. Durante a amamentação, por exemplo, as crianças normalmente observam a mãe atentamente. Se o olhar parecer perdido, pode ser um sintoma.

O mesmo vale para o fato de aceitar colo de qualquer um. Isso mostra que o bebê não está diferenciando as interações, sentindo-se confortável de qualquer forma, enquanto que o mais comum é que, nos primeiros meses, as crianças rejeitem o colo de estranhos.

Sintomas menos sutis incluem apatia constante, movimentos fora do normal, inquietação ou nervosismo extremos, alta sensibilidade a estímulos externos e atenção a itens específicos por longos períodos de tempo. São sinais que também seguem a criança conforme ela cresce.

No período de início da fala, outras ações requerem atenção, especialmente no que diz respeito ao atraso da comunicação. Crianças autistas costumam não falar nada ou, ao menos, não formar frases até os dois anos de idade. Alguns pais acham que o filho apresenta algum nível de surdez, tanto por não falarem quanto por não responderem normalmente aos sons.

Outra avaliação importante é a das habilidades motoras da criança. Na hora de desenhar, pintar ou brincar, perceba se ela apresenta alguma dificuldade. Converse também com professores, caso ela vá para a creche. Muitas vezes, são eles os primeiros a perceberem esses sintomas.

E depois?

Se você está em dúvida, a primeira coisa a ser feita é visitar um médico para um diagnóstico comprobatório. Talvez os sinais observados não queiram dizer nada, talvez queiram. O mais importante é invalidar a possibilidade ou começar a intervenção o mais cedo possível.

O tratamento do autismo depende bastante do paciente. Costuma incluir terapia, muitas vezes em grupo para estimular a socialização. Além disso, os acompanhamentos pedagógico, comportamental e familiar são essenciais para que a criança viva da maneira mais natural possível.

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Você sabe quais são as vacinas recomendadas no primeiro ano de vida do bebê?

Você sabe quais são as vacinas recomendadas no primeiro ano de vida do bebê?

Quando o bebê está no útero materno, há uma proteção estéril que o deixa livre de microrganismos, mas, assim que nasce ele se torna vulnerável no mundo ao qual está chegando. Suas defesas estão em desenvolvimento, assim como todo o seu organismo. Mesmo quando devidamente alimentado pelo leite materno, está desprotegido de contaminações.

Para manter o bebê protegido e livre de doenças devastadoras como o sarampo, o Brasil tem um Plano Nacional de Vacinação. Em todas as cidades brasileiras a vacinação é obrigatória e gratuita para todos os bebês. Assim, doenças graves como a varíola e a poliomielite foram erradicadas.

A importância da vacinação

Como quase todas as descobertas, a proposta da vacina foi acionada por acaso. Durante uma epidemia de varíola no século XVIII, que exterminou adultos e crianças, a mulher de um embaixador inglês observou que pessoas saudáveis que tinham contato com o líquido dos ferimentos de quem estava com a doença não se contaminavam. Isso começou a ser disseminado como forma de prevenção.

Foi em 1796 que Edward Jenner observou que mulheres que ordenhavam vacas com varíola não se contaminavam com a doença e iniciou vários testes injetando o líquido dos ferimentos das vacas em um menino. Após um período o menino foi novamente exposto ao vírus da varíola e não se contaminou, comprovando sua teoria de imunização.

A imunização acontece quando há o contato com o vírus morto ou em micro doses, para que o sistema imunológico aprenda a reagir contra ele. Dessa forma, quando há o contato com o vírus vivo e ativo, o organismo saberá como agir e impedirá a doença de se desenvolver.

Esse processo deu origem ao nome vacina, que vem de vaca. Com seu sucesso, estimulou Napoleão a obrigar seus soldados a se vacinarem contra a varíola, antes de saírem para o combate. Com a obrigatoriedade, houve muita polêmica, mas não tão intensa quanto a Revolta da Vacina no Brasil, quando o presidente Rodrigues Alves, o prefeito do Rio de Janeiro Pereira Passos e o médico sanitarista Oswaldo Cruz impuseram a obrigatoriedade da vacinação para a população, como forma de extinguir doenças como a própria varíola e a febre amarela.

A Revolta da Vacina marcou a história pela violência da população, mas não mudou a obrigatoriedade. Como resultado, a varíola, a febre amarela e outras doenças foram extintas. O Plano Nacional de Vacinação é um dos mais importantes do mundo e serve de referência na imunização infantil. Criado em 1973, as primeiras vacinas obrigatórias eram contra febre amarela, varíola e sarampo, com excelentes resultados na diminuição da mortalidade infantil.

Em 1980, foi iniciado o Dia Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, com duas campanhas anuais para crianças de até cinco anos de idade. O sucesso foi imediato e o último caso da doença foi registrado em 1989; outras doenças também foram inseridas no cronograma.

Calendário da vacinação no primeiro ano de vida

A vacinação começa ainda na maternidade, logo após o nascimento. Tudo porque o bebê nasce com pouca imunidade e se torna suscetível a qualquer contaminação. Mesmo que seja doloroso para os pais ver seu bebê chorando com a introdução de uma agulha, é preciso lembrar que ele está sendo protegido de doenças graves e até letais.

Todo bebê precisa de uma carteira de vacinação. Nela são anotadas todas as vacinas que deverá tomar ao longo da vida e serve como documento de comprovação de sua imunização. Sem ela não é possível matriculá-lo em escolas ou fazer viagens.

Nem todas as vacinas estão disponíveis no posto de saúde ou são gratuitas. Algumas só é possível adquirir em clínicas particulares.

Conheça o calendário de vacinação obrigatória:

No primeiro mês:

  • BCG: é famosa pela cicatriz que forma no braço direito. Protege contra a tuberculose. Deve ser aplicada em dose única, ainda na maternidade.
  • Hepatite B: é a primeira dose para proteger contra a infecção viral.

No segundo mês:

  • Hepatite B: é a segunda dose da vacina.
  • DTP: a tríplice vacina protege contra a difteria, o tétano e a coqueluche.
  • Hib: esta vacina protege contra a meningite, pneumonia e epiglotite, doenças causadas por bactérias.
  • Pólio: a vacina dada em gotas é do tipo Sabin e há ainda a injetável, chamada de Salk. Ela protege contra a poliomielite.
  • Rotavírus: Protege contra a diarreia infantil.
  • Pneumocócica conjugada: protege contra doenças causadas pela bactéria pneumococo como pneumonia e meningite.

No terceiro mês:

  • Meningococo C conjugada: age contra a meningite provocada pela bactéria meningococo C.
  • Meningococo B: também contra a meningite e outras infecções provocadas pela bactéria meningococo B.

No quarto mês:

  • Pentavalente: são as vacinas DTP, hepatite B e Hib em segunda dose .
  • Pólio: segunda dose.
  • Rotavírus: segunda dose.
  • Pneumocócica: segunda dose.

No quinto mês:

  • Meningococo C: segunda dose.
  • Meningococo B: segunda dose.

No sexto mês:

  • Pentavalente: terceira dose.
  • Pólio: terceira dose.
  • Rotavírus: terceira dose.
  • Gripe: introduzida recentemente no calendário, atua contra a influenza.

No sétimo mês:

  • Meningococo B: terceira dose.

No nono mês:

  • Febre amarela: dose única.

No primeiro ano:

  • Tríplice viral: é a vacina SRC, que protege contra a rubéola, sarampo e caxumba.
  • Catapora: são feitas duas doses.
  • Hepatite A: dose única.
  • Meningococo C: terceira dose, chamada de reforço.
  • Pneumocócica: dose de reforço.

O calendário segue até a fase da adolescência, no mínimo, podendo acompanhar o indivíduo até a fase adulta.

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Meningomielocele: sintomas, causas e tratamentos

Meningomielocele: sintomas, causas e tratamentos

A meningomielocele, doença que é mais conhecida como uma das formas de espinha bífida, é ainda pouco conhecida pela maioria das pessoas. Mas ao mesmo tempo, também é uma condição bastante grave e que demanda cuidados especiais e constantes.

Pensando nisso, preparamos este artigo, que, de forma direta e bastante simples, vai tirar todas as suas dúvidas a respeito do assunto. Saiba mais a seguir:

Meningomielocele: Descubra tudo que precisa saber sobre esta doença

Trata-se de uma deformação congênita na coluna vertebral, causando uma exposição das meninges, raízes nervosas e medula. A criança adquire o problema ainda antes de nascer, durante sua formação no ventre da mãe e pode sofrer as consequências por toda a vida.

Ela ocorre ainda no primeiro mês de gestação, quando, durante a formação do feto, os dois lados que formam a espinha dorsal se fecham sobre a medula, protegendo-a, assim como as meninges e os nervos, evitando que sofram qualquer dano.

Com a meningomielocele, a espinha dorsal não se fecha completamente. Por isso o nome espinha bífida. Há três tipos diferentes da doença, com níveis de gravidade:

  • meningomielocele
  • meningocele, que atinge somente as meninges
  • a oculta e assintomática, menos grave e pode demorar mais para ser diagnosticada.

De acordo com pesquisas, trata-se de um problema que pode ser facilmente prevenido com a suplementação de ácido fólico na alimentação da gestante, de preferência ainda antes de engravidar. Recomenda-se o consumo de 400 mg da substância por dia.

Mas, além disso, o histórico familiar de malformações na coluna vertebral também pode ser uma das causas, o que pode levar o médico a receitar uma quantia maior de vitaminas para a mulher durante a gestação, com foco ainda maior no primeiro trimestre. Pessoas brancas, de origem hispânica são mais afetadas, assim como bebês do sexo feminino.

Outros pesquisadores acreditam também que medicamentos utilizados pela mãe podem causar este problema. Por esta e outras doenças de má formação também graves, todo cuidado é pouco com relação à saúde de mulheres que estejam planejando engravidar ou que simplesmente se encontram em idade fértil, isto é, que podem engravidar mesmo sem nenhum aviso prévio.

De forma geral, a doença é diagnosticada ainda no ventre materno através de exames de imagem (ultrassom), mas pode não apresentar sintomas nas crianças e ser descoberta somente mais tarde.

Entre os sintomas mais comuns, podem-se citar grande fraqueza nas pernas, paralisia, perda de controle intestinal e da bexiga, problemas ortopédicos diversos como a escoliose ou deformidade nos pés, hidrocefalia e convulsões.

O tratamento para  meningomielocele é feito através de cirurgia. Quanto antes realizada, melhores resultados apresentará. O procedimento envolve proteger as áreas expostas, de acordo com o tipo da doença.

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Como identificar a intolerância à lactose na infância

Como identificar a intolerância à lactose na infância

A intolerância à lactose já atinge 35% dos brasileiros, número considerado baixo quando comparado aos 60% da estimativa sobre a população mundial. A maioria nunca recebeu um diagnóstico médico e apresenta os sintomas do problema desde a infância. Ela se caracteriza pela incapacidade do organismo de digerir a lactose, um tipo de açúcar existente no leite e derivados.

Sintomas como diarreia, cólicas e flatulências começam assim que o leite é ingerido e é o principal indicativo de que a criança pode apresentar o problema. A intolerância à lactose não é considerada uma doença, mas um problema congênito ou adquirido, que limita a alimentação infantil.

Como acontece a intolerância à lactose

A intolerância à lactose não causa riscos graves à criança, apenas gera desconforto físico. Ela ocorre quando o intestino delgado não produz, ou produz em pequena quantidade, uma enzima chamada lactase, que é específica para a síntese da lactose.

A lactose é um carboidrato de açúcar existente no leite, formado pela junção da glicose com a galactose. O composto não é absorvido pelo organismo, sendo necessário a ação da lactase para quebrá-la em micropartículas para que possam ser digeridas.

Sem a enzima, a lactose chega inteira ao intestino grosso, onde é fermentada pelas bactérias ali presentes, formando gases e ácido lático. O ácido e os gases retêm a água do intestino resultando em diarreia, flatulência e cólica.

A intolerância à lactose não é o mesmo que alergia, sendo esta uma deficiência imunológica que reage à exposição ao leite. Além de diarreias e cólicas, a alergia provoca problemas na pele e no sistema respiratório.

Há três tipos de intolerância à lactose, cada uma específica para uma etapa da vida: congênita, primária ou secundária.

Em crianças, a intolerância pode ser congênita quando elas nascem sem a capacidade de produzir a lactase e apenas 3% dos casos de intolerância à lactose são desse tipo. Na maior parte dos casos, a intolerância à lactose é adquirida ao longo da vida.

Curiosamente a maior incidência de intolerância à lactose vem de pessoas com descendência asiática, negros e indígenas. A explicação é a falta de hábito de consumir leite de outros animais, especialmente na fase adulta. Os europeus têm o costume do consumo de leite há séculos e estão mais adaptados.

A intolerância à lactose e as crianças

Praticamente toda criança consome o leite de vaca logo que finda a amamentação. Ele é normalmente aprovado pelos pequenos, que o bebem com achocolatados e no mingau. Rico em cálcio e proteínas, o leite fortalece os ossos e o auxilia no melhor desenvolvimento das crianças.

Como a intolerância congênita é rara, o mais comum é que as crianças desenvolvam intolerância à lactose com passar do tempo. Nascer com intolerância incapacita o bebê de mamar, pois todo leite, inclusive o materno, contém lactose. Naturalmente, algumas crianças produzem pouca lactase nos primeiros anos da vida e podem se tornar intolerantes após alguma doença intestinal.

A intolerância à lactose pode ocorrer com intensidades diferentes. As crianças que produzem pouca enzima conseguem consumir uma quantidade mínima de leite e derivados, sem apresentar reações. Para as que não conseguem produzir a lactase, ingerir uma pequena porção já é suficiente para que todos os sintomas surjam com intensidade.

A intolerância à lactose não tem cura, mas é possível o controle com o objetivo de melhorar a qualidade de vida. Até mesmo o leite pode ser consumido, desde que tenha baixa ou nenhuma lactose em sua composição, assim como leites vegetais produzidos por sementes. Há ainda a possibilidade de repor a enzima deficiente, de acordo com recomendação médica. Deve-se consumir vegetais, frutas e carnes, que podem oferecer nutrientes semelhantes aos existentes no leite.

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5 doenças mais comuns durante a infância

5 doenças mais comuns durante a infância

O sistema imunológico de um bebê ou de uma criança ainda é muito frágil. Quando o bebê está dentro da barriga da mãe, ele não tem contato com as bactérias, então ele não cria resistência para combatê-las ao nascer.

A decisão pelo parto normal influencia muito no desenvolvimento da imunidade do recém-nascido, pois, ao passar pelo canal vaginal, o bebê tem contato com as bactérias ali existentes e começa a desenvolver resistência contra elas. Porém esse processo é lento e dura alguns anos, até que a imunidade da criança esteja desenvolvida e pronta para combater as bactérias e germes nocivos à saúde.

Pela demora no desenvolvimento da imunidade, as crianças sofrem mais com doenças e alergias durante a infância. Algumas doenças são muito comuns. Saiba agora quais são:

1 – Alergias

As alergias são muito comuns em crianças, porque elas levam certo tempo para se acostumarem ao ambiente novo. Podem desenvolver alergias do seu próprio ambiente e também de alimentos.

Existem dois tipos de alergias: respiratória e alimentar.

Alergias respiratórias se caracterizam por rinites (congestão nasal, coceira, vermelhidão), asma, bronquite, entre outras.

Alergias alimentares estão relacionadas a algum alimento. Os mais comuns são leite de vaca, ovos, alguns tipos de proteína, corante, entre outros. Causam dores no estômago, vermelhidão na pele e dificuldade respiratória.

2 – Refluxo

Praticamente quase todos os bebês tem refluxo, pois o sistema digestivo ainda não está completamente formado. O refluxo acontece quando o alimento chega ao estômago, mas volta pelo esôfago, causando mal estar, queimação e vômito.

Nos primeiros meses, como o bebê ainda ingere apenas líquidos é normal que o refluxo aconteça mais vezes. Tende a desaparecer conforme a criança vai crescendo e ingerindo alimentos pastosos e sólidos.  

Dica: amamente em posição vertical e coloque o seu bebê para arrotar de 20 em 20 minutos.

3 – Pneumonia

A pneumonia é uma doença perigosa e pode levar à morte, se não for tratada rapidamente. Manifesta-se com de febre alta, dores no corpo, falta de apetite, desânimo, palidez, dificuldade respiratória.

Pode ser causada por vírus ou bacteria. Ao perceber os sintomas deve-se ir ao pediatra para exame e diagnóstico preciso.

4 – Gripe

A gripe também pode causar febre, dores no corpo, congestão nasal; tem praticamente os mesmos sintomas da pneumonia. Se não tratada logo no início, pode evoluir para a pneumonia.

A gripe também pode causar diarreia e dor de garganta.

5 – Catapora e caxumba

Difícil encontrar uma criança que não tenha contraído uma dessas duas doenças, não é mesmo? Elas são muito comuns na infância.

Adquiridas por vírus através da saliva, elas demoram alguns dias para se manifestar no organismo e causam sintomas como bolinhas vermelhas e coceira (no caso da catapora) e inchaço nas glândulas da garganta (no caso da caxumba).

As duas doenças são combatidas e prevenidas com a vacina tetra viral, que pode ser aplicadas a partir dos 15 dias de vida do bebê.  

Febre, dores no corpo, tosse, também são sintomas dessas duas doenças.

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Dermatite atópica: sintomas, causas e tratamentos

Dermatite atópica: sintomas, causas e tratamentos

A dermatite atópica é uma doença crônica que causa inflamação na pele, provocando manchas avermelhadas que coçam, descamam e umedecem. Também conhecida como eczema atópica, é bastante comum em crianças e precisa ser tratada com cuidado. No artigo de hoje, você vai descobrir um pouco mais sobre essa doença! Vamos lá?

Origem da dermatite atópica

Um desequilíbrio no sistema imunológico pode gerar uma resposta inflamatória, exagerada, na pele e ocasionar a doença. Mas, estudos comprovam que ele também pode surgir por fatores hereditários. Sendo assim, crianças que possuem pais com histórico da doença na família podem ter mais chances de desenvolver a dermatite.

Principais sintomas

As lesões inflamatórias são os sinais mais evidentes da doença. Elas vêm acompanhadas de muita coceira, podendo variar em intervalos de meses ou anos.

Os sintomas da dermatite variam em fases. A princípio, as lesões são marcadas por vermelhidão, descamação, presença de crostas e prurido intenso. As áreas mais afetadas são as dobras das articulações e o couro cabeludo.

Em casos mais graves, podem ocupar o corpo todo e formar pequenas bolhas. No decorrer dos anos, a pele começa a desenvolver uma textura espessa, ficando com um aspecto mais ressecado, podendo ocorrer feridas mais severas.

Veja como é feito o tratamento

A dermatite atópica não tem cura, mas pode ser controlada. Por isso, o tratamento é extremamente importante. Cada paciente possui uma especificidade, uma vez que a doença se manifesta a partir de um agente causador. Sendo assim, é preciso identificar o que causa a crise, para então poder evitá-la. Alguns fatores são comumente listados, como desencadeadores de crises. Confira quais são eles:

  • uso de sabonetes antibacterianos;
  • banhos quentes;
  • banhos de mar ou piscina;
  • tipos de tecidos de roupas;
  • uso de detergente e sabão;
  • ácaros, pólen ou poeira.

É importante destacar que outros fatores podem agravar as lesões na pele, como: calor em excesso, estresse, ansiedade e mudanças bruscas de temperaturas.

Convivendo com a doença

O diagnóstico é feito clinicamente através de uma consulta de rotina que leva em consideração o histórico médico e familiar. Os exames também auxiliam nesse processo.

Não é fácil conviver com a doença, ainda mais quando ela atinge crianças. Mas, é preciso ter em mente que, apesar de não ter cura, ela pode ser controlada. Por isso, estabelecer uma relação contínua com um especialista é o primeiro passo.

Manter a pele hidratada, cuidar da alimentação, utilizar filtros solar, evitar produtos que contenham álcool ou substâncias químicas ajudam nesse processo e podem diminuir a necessidade de medicamentos com o passar do tempo.

Boas práticas

Vale ressaltar que a adoção de outras medidas podem amenizar as crises de dermatite atópica! Por isso, lembre-se sempre de:

  • utilizar capas antiácaro no colchão e travesseiro;
  • lavar roupas de vestuário, cama e banho com sabão neutro ou sabão de coco;
  • usar produtos de higiene e banho neutros, sem fragrância acentuada;
  • manter as unhas cortadas;
  • utilizar protetor solar;
  • seguir as orientações do especialista.

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Dor de ouvido nas crianças: sintomas, causas e tratamentos

Dor de ouvido nas crianças: sintomas, causas e tratamentos

Seu filho anda se queixando de uma queimação no ouvido ou constantemente fica coçando a orelha? Fique atento, pois ele pode estar com dor de ouvido! As crianças são mais propensas a desenvolverem esse tipo de problema, por estarem em fase de formação e, também, por terem o sistema imunológico baixo.

Esse tipo de dor pode se constante ou ocasional. Pode afetar apenas um ou os dois ouvidos. No artigo de hoje, você vai descobrir um pouco mais sobre essa doença. Vamos lá?

Tipos e causas da dor de ouvido

São várias as condições que podem contribuir para o aparecimento da dor, porém as mais comuns são as infecções virais ou bacterianas. Confira a seguir os principais tipos:

  • barotrauma: ocorre quando há uma pressão externa muito grande e um bloqueio na tuba auditiva, fazendo com que o ouvido demore a se adaptar. Isso causa desconforto e uma perda auditiva parcial temporária. É bastante comum de acontecer durante mergulhos, decolagens e pousos de aviões.
  • infecção no ouvido: é causada a partir de infecções na garganta ou resfriados que se espalham pela tuba auditiva, deixando o tímpano inflamado. Conhecida como otite, ela pode provocar dor aguda e até perda de audição, caso não for tratada.
  • lesões: a dor de ouvido também pode surgir a partir de uma lesão, de uma batida ou perfuração com objetos pontiagudos.

Conhecendo os sintomas

Na maioria dos casos, a dor vem acompanhada de outros sintomas causados por um problema inicial. Então, se seu filho está gripado ou com alguma alergia, fique atento a evolução do quadro dele. Dor de cabeça, dor na mandíbula, dor no nariz, dor na garganta e vertigem podem ser indicadores da doença.

 

Como identificar a dor de ouvido em bebês e crianças?

Os pais precisam observar os seguintes sinais:

  • irritabilidade e choro constante.
  • mau cheiro perto do ouvido.
  • excreção na parte de fora.
  • febre acima de 38º.
  • falta de apetite.
  • dificuldades para ouvir.
  • coceira intensa.

Caso um desses sintomas for detectado é preciso procurar um médico imediatamente.

Como é feito o tratamento?

O tratamento será à base de analgésicos e antibióticos. Se a dor vir a persistir, alguns exames, também, serão solicitados.

Vale ressaltar que existem alguns métodos que ajudam a aliviar as dores, como é o caso da compressa de água quente. Recomenda-se colocar um pano umedecido em água morna sobre o ouvido da criança, antes de dormir, para relaxar a região afetada.

A alimentação é outro fator que merece atenção. Durante a crise, a criança pode ter dificuldades em mastigar, então é indicado alimentos mais pastosos e a ingestão de líquidos.

Dicas de prevenção

  • Após o banho, procure enxugar as orelhas dos pequenos de forma minuciosa.
  • Evite a exposição em locais com muita aglomeração, pois o risco de pegar um resfriado é maior.
  • Durante a amamentação deixe a cabeça do bebê mais alta do que o resto do corpo.

Quer saber mais? Estamos à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficaremos muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do nosso trabalho como pediatras em Belo Horizonte!

Posted by Bem Me Quer Pediatria in Todos
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